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Tecnologia 5G promete revolucionar a conectividade nos aparelhos

Tecnologia 5G

Entre os upgrades presentes no novo modelo estão maior velocidade, estabilidade e a possibilidade de uso em aparelhos do cotidiano como eletrodomésticos e veículos automáticos. 

Em 2020, a conexão 5G finalmente chega às mãos dos usuários de serviços de telecomunicações ao redor do mundo. Em desenvolvimento desde o início da última década, a nova geração de conexão móvel promete um novo patamar na forma com que usamos a tecnologia

Nesse texto você vai conhecer melhor a diferença entre o 5G e as gerações anteriores, e o que é possível esperar dele no Brasil. 

O que é o 5G? 

Para entendermos a mudança radical que o 5G pode causar nas telecomunicações, precisamos voltar um pouco lá atrás, nos anos 90. 

No início da internet, o modem era interligado diretamente com a linha telefônica, e isso era um problema. Se você estivesse conectado, o telefone não podia ser usado ao mesmo tempo, pois os dados de internet e os dados de telefonia trafegavam pelo mesmo lugar. 

Em meados dos anos 2000, surgiu a banda larga, oferecendo navegação com mais velocidade e independente do telefone, assim, passou a ser possível navegar na internet e fazer ligações da linha fixa simultaneamente. 

Ainda nos anos 2000, os celulares ganharam o mundo utilizando a rede GSM (o que chamamos de 2G), ou seja, já existia uma rede de comunicação móvel.

Com a chegada dos smartphones, veio o 3G, que permitia a transmissão de dados de internet, possibilitando o acesso a vídeos, música, mensagens em formato digital e outros conteúdos via internet.

Ali por volta de 2011, surgiu o 4G, aprimorando a velocidade da conexão 3G, acompanhando a evolução que os smartphones tiveram, fazendo parte da vida da maioria das pessoas.

Finalmente chegamos ao 5G, que promete revolucionar o mundo das telecomunicações por trazer ainda mais velocidade e, além disso, carrega também uma taxa de atualização (a chamada latência) muito menor que todas as conexões existentes até hoje. Algo que pode ser comparado ao Wi-Fi que usamos em casa, só que presente nas ruas e conectado com todo tipo de tecnologia. 

Como ele funciona? 

É de se esperar que uma tecnologia desse nível precise de uma estrutura muito específica, mas que ao mesmo tempo consiga abraçar as redes móveis já existentes. 

Renovação tecnológica 

Um dos grandes desafios para a instalação da rede 5G em todo o mundo é exatamente o custo elevado de todo o aparato necessário para seu funcionamento em todo o seu potencial. 

Antenas precisam ser trocadas; as agências de comunicação precisam regulamentar os serviços de forma que as empresas de telefonia operem de acordo com a lei e ofereçam serviços de qualidade aos usuários; os celulares precisam suportar a conexão, e isso envolve reformular os aparelhos. 

Até agora, poucas empresas lançaram aparelhos que suportam a nova tecnologia, e seus preços ultrapassam os 5 mil reais. 

Na prática 

Considerando os países que já conseguiram demonstrar o funcionamento da rede, mesmo que em caráter experimental, é possível apontar alguns pontos do funcionamento do 5G:

  • Maior velocidade de conexão: em testes usando o alto potencial da rede, foi possível baixar filmes de 2GB de tamanho em questão de 10 segundos;
  • Menor latência: isso significa que o tempo de recepção dos dados fica menor, ou seja, a conexão fica mais estável, algo semelhante ao que existe nas conexões por Wi-Fi. 
  • Maior cobertura: por exigir uma estrutura de transmissão mais robusta, a tecnologia obriga as empresas a trocarem praticamente todo o aparato técnico que é responsável pelos serviços.

Em outras palavras, com um sistema mais avançado, as redes já existentes ganham mais potência: o 3G passa a ser o ‘’básico do básico’’; o 4G ganha uma cobertura muito mais ampla e o 5G pode ser usado pelos aparelhos que estejam habilitados para ele. 

O que esperar? 

Ok, tudo parece muito bom, mas o que essa tecnologia traz de tão revolucionário? Há alguns anos, vimos o nascimento dos chamados ‘dispositivos inteligentes’:

  • SmarTV;
  • Refrigeradores com telas touchscreen conectadas à internet;
  • Assistentes pessoais, como a Alexa da Amazon, que interagem com os demais dispositivos da casa e integram muitas funções em um único sistema;
  • Aplicativos inteligentes que permitem controlar remotamente outros aparelhos a partir do smartphone. 

Com o 5G, a internet das coisas passa a ser algo mais próximo da realidade, ou seja, o futuro com carros autônomos passa a ser algo muito possível. 

A conectividade que até então era restrita aos aparelhos pessoais se estende para o ambiente urbano, onde tudo passa a fazer parte de um ecossistema de informações transmitidas em tempo real. 

Disso já temos alguns exemplos, como o Apple Pay que permite o pagamento automático apenas aproximando o celular da máquina de cartão, os próprios assistentes pessoais e os carros da empresa americana Tesla. 

No Brasil, a tecnologia ainda caminha em passos lentos, devido à burocracia dos órgãos reguladores e da própria implementação por parte das empresas. Por um lado, isso pode parecer um atraso, mas por outro, indica que a tecnologia pode chegar aqui mais estruturada e funcionando de um jeito mais sólido. 

Ainda vai demorar uns bons anos até que o 5G seja algo presente na vida da maioria das pessoas, algo que deve acontecer por volta de 2022 a nível mundial, e próximo de 2030 por aqui.

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